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Iknie como ferramenta de trabalho
Iknie foi inventado em 97 e tem neste momento milhares de imagens e milhares de fans pelo mundo inteiro.
Ao que tudo indica, o uso de uma nova simbólica, pode permitir novas abordagens e novas técnicas de comunicação,
não só para terapias várias como para trabalho junto de populações de risco: Por exemplo, junto de jovens que com
comportamentos de risco e que é preciso acompanhar e reinserir.
Eu não sou um especialista na área social. Nem sequer tenho muitos conhecimentos técnicos ou outros na área da
psicologia ou na área social. Eu sou um inventor de um novo código, de uma linguagem simples centrada no corpo
humano e que se comporta como um jogo. Apenas desse ponto de vista eu posso tecer considerações acerca do uso
da ferramenta que criei na área social; no fundo, para ajudar os jovens a reinventar os seus medelos de comunicação.
Comunicação com a sociedade, com o grupo ao qual eles pertencem e também, claro, para reinventarem a comunicação
com eles próprios.
Iknie é um novo alfabeto que contém novas letras, esquemas artíscos, anatogramas, o que se lhes queira chamar…
contém símbolos globais que podem ser entendidos da mesma maneira por qualquer um. Jovens, menos jovens, ricos,
pobres, inteligentes, mais simples, indivíduos com dificuldades várias: Todos mas todos podem usar Iknies podem compô-los,
executá-los, escrever para eles, ensiná-los a outros… tudo o que a imaginação permita; sobretudo porque Iknie é algo real-
mente belo, simples, puro e que promete ficar entre nós. Quando optamos pela via do conhecimento e da aprendizagem,
de facto estamos a optar por algo que sabemos que vai ficar sempre, algo que nos fará sempre crescer e enriquecer. Assim
também, quando optamos por usar uma nova simbólica, um novo sistema gráfico; é porque sentimos que na arte, no símbolo,
na escrita e em todos os elementos vários que os nossos corpos carregam, estão informações que nunca vão deixar de existir
e que têm um valor inestimável para cada um de nós e também para a humanidade.
Nem todas as épocas nos dão símbolos. Ao que parece, estes nossos amigos ancestrais, para se manterem mágicos e actuantes
não se podem tornar banais ao se revelarem a cada instante. Compreenderão, claro. As formas simples e imaginativas que
Iknie nos oferece permitem tecer inúmeras considerações acerca de nós, de uma nova beleza, de novos modêlos comportamentais,
de uma nova moral e de novos padrões éticos. No fundo, no fundo, Iknie fala-nos a cada instante de um novo mundo de valores
que vê a todos como símbolos, vê a todos nós sem excepção melhores e mais belos, vê a todos como possíveis participantes de
um novo “jogo” global (usando uma mesma lógica gráfica) e faz isso sem ter que recorrer às palavras. Palavras que têm muitas
vezes sentidos dúbios e que nos levam ao erro. Palavras que estão não raras vezes presas à subjectividade humana e que estão
comprometidas com lutas várias: Económicas, políticas, religiosas, ou até simplesmente pelo poder.
Em Iknie as palavras são necessárias também. Mas o centro da ideia e dos múltiplos usos é o símbolo. Ocorre-me dizer que “palavras
em união com símbolos” fortes e duradouros, podem permitir coisas realmente belas. Podem permitir todo um mundo de novos
conhecimentos e de novos valores, que tanto necessitamos.
Para além destes tópicos, Iknie é leve, é dinâmico, é bem humorado, é jovem, transporta e faz-nos sonhar com homens e mulheres
em busca da perfeição e construindo uma sociedade cada vez mais equlibrada e mais harmónica.
Como já disse, eu não sou especialista em questões sociais ou em reinserção. No entanto a minha experiência com a construção
deste novo e fantástico alfabeto permite-me alertar para alguns pontos de enorme utilidade:
-Símbolos associados a arte e a escrita.
-Um novo jogo e uma nova maneira de comunicar no global.
-Um novo código que vamos ter sempre que ter.
-Uma nova geometria associada a um novo conceito de belo.
-Arte com características de sistema e com elementos sinaléticos incluídos.
-Um novo elemento de agregação e de união.
-Uma nova abordagem das questões do género.
-Uma ideia nascente – simples, libertadora e musical.
-Novas vibrações que nos unem de uma maneira nova ao corpo e à cultura.
…e por último, o ser humano, pela primeira vez, capaz de criar símbolos globais inteligentes e duradouros; capaz de colocar no
mundo uma ideia genial que se pode auto-reproduzir e que pode modificar drasticamente a sua maneira de pensar. Ou seja, Iknie
visto como uma base na qual é possível projectar inúmeras coisas belas.
Espero que estas minhas ideias possam contribuir de alguma forma para ajudar os jovens e tantos outros a encontrar novos e mehores
caminhos para a sua vida futura.
Espero que Iknie possa ser de imensa utilidade aliás para todos.
Um abraço forte,
José Tavares



